Divórcio entre Valores Morais e Traição

Sem autoria explícita, contudo com recurso ao direito de liberdade de expressão, o cadáver dos valores morais declara a sua paixão oculta. Sem direito à explicação sobre a ciência da ausência de carácter, a traição procura obliterar o contrato escrito em letra invisível. E afinal qual será a condenação da autodestruição, e das consequências colaterais? Ignorância não representa sentença suficientemente severa para o suicídio moral e injúria da 1ª pessoa do singular do presente do verbo ser. Por sua vez, a indiferença é punição capaz de provocar à natureza humana sobeja dolência e consternação. Assim, a traição elimina a existência dos valores morais, enquanto o cadáver vive a sua paixão como a última. Procura sarar a ferida deferida à mulher, ao Ego, que a própria nunca considerou existente, até reconhecer a intimidação do estatuto social feminino, e acepção evasiva do sexo masculino. Após a insegurança autoinfligida  e as questões infinitas, a traição procede o itinerário da vida aceitando que a falácia recai não só sobre si, como sobre o cadáver dos valores morais. Por essa razão é essencial discernir os instantes em que a comunicação é imperatriz e o silêncio soberano. Indubitavelmente é na observação silenciosa que subsiste a elegância da conduta adequada à idade adulta. Crescer acontece nas raras ocasiões em que as lições mais inexoráveis ocorrem, contudo a instrução da vida é da responsabilidade da circunspeção de cada um, ou não… 

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