Carpe Diem
Presa em recordações de um "Deja Vú" com um nó invisível sobre a concupiscência de uma história de amor literário, a consciência é confrontada com a realidade e decido exilar o destino responsável pela condenação ao desprezo. Enquanto a decepção invadia as cavidades do coração, na iminência da tristeza atracou um navio intitulado "Carpe Diem" com interesse nas ruínas ocultas da arcaica existência. Ostentava a curiosidade de um homem e o coração de uma criança, com um sorriso sedutor e expressão inquisitora, invadiu a ínsula abandonada e com devaneios de afeição construiu confiança onde seria inacreditável. Ainda com receio e conjecturas de outro fracasso na condição do amor, ou na sua escassez, conquistou o calor de um coração de carvão. Consciente das consequências expectáveis com percurso à felicidade imediata, aceitei a oportunidade inesperada de recém adquirida esperança. Sensações de felicidade e confiança recuperada existem através da intimidade de um amor incerto... essa incerteza mútua resistente e avassaladora corroí as recordações desse homem que aceitou as cicatrizes de uma alma inundada de escuridão. Aceitou o mistério inocente de uma consciência que omite o desejo de um corpo inacessível e inveja do amor de outra identidade. Enquanto vivo o imediato, um acidente acontece no percurso e as dúvidas invadem o meu coração com a força de um "Deja Vú" inesperado e irracional. Determinada a não desistir do exílio atribuído, irei resistir à sedução do furacão que é a indecisão, conservando o íntimo de um amor adulto. Pressupõe-se que seja necessário viver a chama da estabilidade, com a esperança de conquistar um amor inflamável que deixa o coração acelerado, as emoções em cacos de vidro e a memória ausente de dúvidas. Será um erro deixar este amor em busca de um desejo que nunca irá ser real?
You're my "Carpe Diem", but could you be forever?
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