Escrever é-me imprescindível...
Escrevi para expressar sensibilidades escondidas. Escrevia para corroborar afetos públicos. Escrevo para serenar vozes de censura. Procurei cessar a escrita e a curto prazo alcancei essa película parada, porém as circunstâncias provocaram o carecer do papel, do pensamento imparável toldado pelas emoções e cá estou eu a escrever. É dos poucos prazeres que ainda possuo, é a liberdade que a realidade impede, é o uso dos males da consciência, é o condenar do insuportável e a criação da cómoda ilusão. Expressão das palavras presas pelo medo da sua veracidade sonora, das conversas de eu para eu, das batalhas determinantes de indecisão. É alívio da dor que importuna a cavidade torácica, alívio da culpa que melindra o raciocínio. É-me paz momentânea, memória dolorosa, experiência de sapiência, essência de ser... Escrever é-me a modos que... Imprescindível...
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